Aliança Volkswagen-Ford: o que se sabe até agora

Aliança Volkswagen-Ford: o que se sabe até agora

16/01/2019 às 07:30 Vista: 255 Vez(es)


Montadoras vão compartilhar plataforma de picape, inclusive no Brasil, e de outros veículos no futuro. Parceria é diferente da Autolatina, que existiu nos anos 80 e 90. Volkswagen e Ford anunciaram na última terça-feira (15) uma aliança global com o objetivo de ganhar competitividade. O primeiro estudo da união foi divulgado em meados de 2018 e os primeiros detalhes do plano foram apresentados agora, no Salão de Detroit. A parceria prevê compartilhar projetos de veículos em um futuro próximo, inclusive no Brasil. Porém, sem fusões, participações acionárias entre as empresas ou mesmo a criação de uma, o que torna a parceria diferente da Autolatina, que existiu no Brasil. Veja abaixo o que se sabe até agora. O que as marcas farão em conjunto? Em um primeiro momento, as montadoras anunciaram que vão compartilhar a plataforma de uma picape média, com vendas começando em 2022. O modelo de origem será a Ranger, e a Ford ficará encarregada pelo desenvolvimento - as picapes virão de uma base totalmente nova. De acordo com a montadora americana, os modelos vendidos por cada companhia terão suas características próprias. A Ford também será responsável por fazer o mesmo processo com vans de grande porte para o mercado europeu. Para a Volkswagen, está definido o desenvolvimento e a produção de uma van urbana. Além desses modelos, as empresas anunciaram que vão cooperar no desenvolvimento de carros elétricos e autônomos. Entenda como é a parceria entre Volkswagen e Ford G1 Vai afetar o Brasil? Em entrevista ao G1 nesta terça, o vice-presidente de comunicação, estratégia e assuntos governamentais da Ford, Rogelio Golfarb, afirmou que a essa nova Ranger, será vendida no Brasil. Mas ainda não está confirmado se isso acontecerá ainda em 2022. A Volkswagen do Brasil não quis comentar o assunto. É a volta da Autolatina? Volkswagen e Ford já foram parceiras na América do Sul entre nas décadas de 1980 e 1990, com a formação da Autolatina, atuando no Brasil e na Argentina. Naquela época, surgiram modelos compartilhados emblemáticos, como Apollo, Verona, Santana, Escort, Logus, Royale, Versailles e Quantum. Volkswagen Apollo e Ford Verona Divulgação Mas a Autolatina era uma empresa à parte criada pelas montadoras. Desta vez, a parceria é diferente: nenhuma nova empresa foi criada. E nem haverá participação acionária de uma montadora na outra, como acontece com a Renault e a Nissan, por exemplo. E o foco da nova aliança entre Volkswagen e Ford não é só regional, mas global. Montadoras vão demitir? Nenhum corte de empregos ou fechamento de fábricas relacionados à aliança foi anunciado. De acordo com a agência Reuters, o presidente-executivo da Ford, Jim Hackett, disse que a montadora americana não espera que a aliança com a Volkswagen implique na redução da força de trabalho da companhia. No entanto, a Ford anunciou no início do ano que vai cortar milhares de empregos, descontinuar veículos e fechar fábricas para recuperar a lucratividade das operações do grupo na Europa. A Volkswagen, no final de 2018, anunciou mais 3 bilhões de euros em cortes de custos como parte de esforço para melhorar margens de lucro. Qual a situação das marcas? A Volkswagen disputa o posto de maior montadora do mundo, tendo vendido 10,83 milhões de veículos em 2018, considerando todas as marcas que fazem parte do grupo, incluindo Audi, Porsche, Scania e MAN, que são fabricantes de caminhões. Depois do escândalo do dieselgate, a marca passou a focar no desenvolvimento de carros elétricos, que não emitem poluentes, além investir no mercado dos SUVs, segmento disputado em todo o mundo. No Brasil, a montadora anunciou uma "ofensiva" de novos modelos, com foco em SUVs e também confirmou uma picape menor do que Ranger e Amarok, para concorrer com a Fiat Toro. Com isso, a marca pretende recuperar a liderança do mercado de carros, ocupada há 2 anos pela Chevrolet. A Ford é a quarta colocada nas vendas de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões) no Brasil. As duas marcas estão longe da liderança entre as picapes médias, categoria da Ranger e da Amarok. Ambas encerraram o ano como quarta e quinta mais vendidas, respectivamente, atrás de Toyota Hilux e Chevrolet S10. VIA: G1 > Auto Esporte

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