Carlos Ghosn afirma ser vítima de uma conspiração

Carlos Ghosn afirma ser vítima de uma conspiração

30/01/2019 às 14:30 Vista: 233 Vez(es)


Brasileiro concedeu primeira entrevista desde sua prisão em novembro passado. Ele está detido por acusações de fraude e sonegação. Carlos Ghosn diz que foi vítima de conspiração e traição Carlos Ghosn afirmou ser vítima de uma conspiração que levou à sua prisão e negou ser culpado. Em sua primeira entrevista desde que foi detido, em novembro passado, o brasileiro disse ao jornal "Nikkei" nesta quarta-feira (30) que as acusações foram "plantadas" contra ele. A entrevista durou cerca de 20 minutos e foi concedida dentro do centro de detenção de Tóquio, onde o ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi aguarda julgamento. Prisão de Ghosn: o que se sabe até agora De acordo com Ghosn, executivos da Nissan, que eram contra uma maior integração com a Renault, foram os responsáveis pelo complô. O ex-executivo planejava aprofundar as relações dentro da aliança, da qual foi o idealizador. Os rumores de uma possível fusão existiam desde o início do ano passado. Ghosn disse que discutiu planos para integrar as companhias com o presidente-executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, em setembro, dois meses antes de ser preso. Na entrevista, o brasileiro alegou que queria incluir o presidente-executivo da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko, nas negociações, mas Saikawa não concordou. A Nissan não irá comentar as afirmações feitas por Ghosn nesta quarta, informou a agência Reuters. Em declarações passadas, Saikawa já havia rejeitado a ideia de que tenha havido um "golpe" contra Ghosn. Carlos Ghosn Charles Platiau/Reuters Na entrevista ao jornal japonês, Ghosn também negou que tenha sido "linha dura" no comando da aliança. "As pessoas traduzem uma liderança forte como uma ditadura para distorcer a realidade. Seu objetivo é se livrar de mim", disse Ghosn. Fraudes fiscais Considerado até então um executivo "superstar" do setor automotivo, Ghosn é acusado de violações e fraudes fiscais envolvendo a Nissan, bem como do uso de recursos da empresa para benefícios particulares e para cobrir prejuízos em investimentos pessoais. Não há previsão de que ele deixe a prisão. O brasileiro teve diversos pedidos de liberdade sob pagamento de fiança negados, o mais recente no dia 22 de janeiro. Na semana passada, Ghosn renunciou à presidência da Renault, perdendo o último cargo que ainda detinha dentro de montadoras Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1 Initial plugin text VIA: G1 > Auto Esporte

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