Carlos Ghosn fala à Justiça de Tóquio pela 1ª vez após prisão e se diz inocente

Carlos Ghosn fala à Justiça de Tóquio pela 1ª vez após prisão e se diz inocente

08/01/2019 às 00:30 Vista: 260 Vez(es)


Ex-presidente da Nissan disse nesta terça-feira (8) que foi preso injustamente com base em alegações 'sem fundamento'. Executivo foi preso em 19 de novembro sob a acusação de ocultar pagamentos milionários e cometer irregularidades fiscais. O ex-presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, saiu pela primeira vez da cadeia após ser preso por suposta má conduta financeira, em novembro. Ele foi ouvido pela Justiça japonesa nesta terça-feira (8) e alegou inocência. “Fui injustamente acusado e injustamente detido com base em alegações sem mérito e sem fundamento", afirmou o executivo, segundo o 'Wall Street Journal'. Ele foi levado para uma audiência no Tribunal Distrital de Tóquio em ônibus de vidros escuros. É a primeira vez que o Ghosn fala diante de um juiz desde que foi detido. Ghosn teve dez minutos para falar ao juiz, e os advogados pediram o relaxamento imediato da prisão. Ele é acusado esconder metade de sua renda ao fisco japonês, entre os anos de 2010 e 2015 e de adulterar documentos da Nissan para parecer que seus vencimentos eram bem inferiores ao que de fato ganhava. Quem é Carlos Ghosn? Conheça a trajetória Os chefões que movimentaram o mundo automotivo em 2018 Ghosn é acusado de ter feito a Nissan acobertar "perdas em investimentos pessoais" durante a crise financeira de outubro de 2008, o que ele nega, segundo seus advogados citados pela imprensa japonesa. A quantia em jogo chega a 1,85 bilhão de ienes (em torno de 16,6 milhões de dólares). Para resolver este problema financeiro, teriam conseguido que um amigo da Arábia Saudita o avalizasse e teria feito transferências por uma quantia equivalente na conta deste último, partindo de uma conta de uma filial da Nissan. Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan, preso no Japão Reuters Este tipo de delito normalmente prescreve ao fim de sete anos, mas a lei permite suspender o correr do relógio durante as estadas no exterior - várias no caso de Ghosn, que passava apenas um terço do tempo no Japão. Segundo a imprens na sexta-feira (4), a Procuradoria também suspeita de que Ghosn tenha movimentado cerca de 45 milhões de dólares da Nissan para seus "contatos" no Líbano e em outros países. Ghosn também está detido por uma primeira acusação de suspeita de sonegação de renda nos relatórios anuais da Nissan entregues às autoridades financeiras. Sua mão direita, o executivo americano Greg Kelly, administrador da Nissan, detido em 19 de novembro no Japão junto com Ghosn, foi solto no dia de Natal. Em paralelo, a administração da aliança Renault-Nissan se encontra em dificuldades. Nissan e Mitsubishi Motors tiraram Ghosn da presidência do conselho de administração, mas o grupo francês Renault o mantém no cargo até agora e entregou a diretoria-executiva, a título interino, a seu número dois, Thierry Bolloré. Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1 VIA: G1 > Auto Esporte

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