Com atraso em projetos, Volkswagen diz que tenta adiar demissões no Brasil
28/08/2020 às 16:00 Vista: 361 Vez(es)
Segundo presidente da empresa na América Latina, se ajuste de pessoal for adiado, impacto tende a ser menor. Volkswagen adiou para 2021 três projetos que estavam previstos para 2020 Celso Tavares/G1 O presidente da Volkswagen na América Latina, Pablo Di Si, disse nesta sexta-feira (28) que a decisão por demissões nas fábricas da montadora no Brasil está sendo adiada para que o impacto seja o "menor possível". "O ajuste de pessoal é o último que nós vamos fazer. Não tenho dúvida que vamos precisar ajustar, mas o tamanho disso nós ainda não sabemos", afirmou o executivo. Di Si afirmou que, antes deste ajuste, projetos do plano de investimentos de R$ 7 bilhões previstos até o final de 2020 pela montadora no país foram adiados por causa da pandemia do novo coronavírus. Com isso, ficaram para 2021 lançamentos da SUV Tarek, uma atualização da Amarok e um outro projeto que o executivo não revelou qual é. Sindicatos dos metalúrgicos das cidades onde a Volkswagen tem fábrica no Brasil afirmam que a empresa apresentou uma proposta para cortar em 35% o número de trabalhadores no país, o que representa cerca de 5 mil trabalhadores. O presidente da marca afirmou que ainda não é possível dimensionar nem o tamanho e nem o momento que estes cortes vão acontecer. "Estamos adiando isso porque, quanto mais eu empurre uns meses para frente, mais chances eu tenho que o número seja menor. Espero até estar errado e nem precisar fazer esse ajuste", afirmou. Mercado Segundo Di Si, o impacto da pandemia no mercado tem sido menor em agosto. De janeiro a julho de 2020, a queda de licenciamentos de veículos da marca foi de 31% em relação ao mesmo período de 2019. Nos resultados parciais de agosto, a queda foi de apenas 3%. Mesmo com esta desaceleração na queda, o presidente da marca afirmou que o fechamento das fábricas durante a pandemia representou um forte impacto no caixa da empresa, e que os impactos no mercado devem ser sentidos por anos. "Essa é uma opinião geral no setor, que no melhor cenário o mercado se recupera em 2024 e no pior cenário essa recuperação chega em 2030", disse. Veja mais notícias da região no G1 Paraná. VIA: G1 > Auto Esporte
