Cresce volume de empréstimos para pessoas físicas, aponta Banco Central

Cresce volume de empréstimos para pessoas físicas, aponta Banco Central

27/11/2020 às 16:00 Vista: 323 Vez(es)

De acordo com a instituição, crédito para veículos bateu recorde e operações com cartão de crédito à vista voltaram ao patamar pré-pandemia. O crédito bancário para a aquisição de veículos por pessoas físicas atingiu em outubro o maior valor da série histórica, iniciada em 2011, informou nesta sexta-feira (27) o Banco Central. Outro dado divulgado pela instituição foi que as operações com cartão de crédito à vista voltaram ao patamar de fevereiro, antes da pandemia de Covid-19 chegar ao país. Com o bom desempenho também do crédito consignado para aposentados (veja mais abaixo nessa reportagem), o volume total de empréstimos para pessoas físicas subiu, pela primeira vez neste ano, mais do que o crédito para as empresas - que registrou desaceleração em outubro, com a proximidade do fim das linhas emergenciais garantidas pelo governo. Veículos Segundo o Banco Central, as concessões de novos empréstimos para compra de veículos somaram R$ 12,248 bilhões no mês passado. O volume total de crédito concedido por meio dessa modalidade, em mercado (em estoque), atingiu a marca de R$ 212,138 bilhões - também o maior valor já registrado pelo Banco Central. "Concessões se reduziram e tiveram um piso, o valor mais baixo, em abril, quando as lojas estavam fechadas [por conta da pandemia do coronavírus]. Na compra de carro novo e usado, o cliente vai olhar o carro, testar e não pôde fazer. Depois que as lojas começaram a reabrir, teve um aumento disso", disse o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha. Ele observou que a produção industrial de veículos também tem subido de forma pronunciada nos últimos meses, após forte queda no segundo trimestre. A taxa de juros média cobrada pelos bancos na compra de veículos subiu de 18,6% ao ano em setembro para 18,9% ao ano em outubro, segundo números do BC. Ainda assim, está abaixo da média deste ano, que é de 19,3% ao ano. Locadoras de carros não estão conseguindo atender a demanda, por falta de veículos novos Cartão de crédito à vista No caso do cartão de crédito à vista, os números do BC mostram que as concessões de novas operações somaram R$ 93,789 bilhões em outubro, o maior volume desde janeiro (R$ 94,443 bilhões). Já o volume total de crédito em mercado atingiu R$ 201,596 bilhões, o mais alto desde fevereiro deste ano (R$ 202,555 bilhões), retornando, assim, ao patamar pré-crise. Segundo Rocha, do Banco Central, o cartão de crédito à vista é um indicativo do nível de consumo na economia brasileira. "Essas operações são em geral aquelas que você faz para as despesas do mês. Vai no supermercado, o pagamento faz no próximo mês. Mas o cartão de crédito à vista também deve estar tendo compras virtuais, que subiram muito. Desde o final do primeiro semestre, tem uma recuperação consistente nos gasto com cartão de crédito a vista, o que indica uma volta à uma maior normalização da vida", avaliou Rocha. Ele notou que há vários indicadores que mostram uma maior mobilidade nos últimos meses. No cartão de crédito à vista, não há incidência de juros, que só são cobrados quando o cliente não paga o valor integral da fatura. Consignado para aposentados De acordo com o Banco Central, as novas concessões de crédito consignado (com desconto na folha de pagamentos) para aposentados somou R$ 12,273 bilhões em outubro, com forte alta de 54% na comparação com a média dos nove primeiros meses deste ano (R$ 7,957 bilhões). Com isso, o volume total de crédito em mercado, nessa modalidade, passou para R$ 155,803 bilhões, novo recorde. De acordo com Fernando Rocha, a alta está associada ao aumento da margem para esse tipo de empréstimos em cinco pontos percentuais. Com a alteração, subiu de 35% para 40% da renda do aposentado o limite para esses empréstimos, além de outros 5% para usar cartão de crédito na modalidade saque (patamar que foi mantido). O novo limite valerá para empréstimos concedidos até 31 de dezembro. "É possível que [o aposentado] faça uma rediscussão de sua dívida tendo acesso a um crédito adicional [pagando o crédito mais caro com os recursos buscados nessa modalidade, que têm juros mais em conta]. Vão pagando suas dívidas do passado, e com seu aumento, podem ser estimulados a pegar mais crédito", disse o chefe de Departamento do Banco Central. A taxa média de juros nas operações com crédito consignado de aposentados foi de 21,8% ao ano em outubro, contra 20,3% ao ano em setembro. VÍDEOS: últimas notícias de economia VIA: G1 > Auto Esporte

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