Defesa de Ghosn recorre ao Supremo japonês contra nova detenção
10/04/2019 às 11:30 Vista: 330 Vez(es)
Brasileiro voltou a ser preso na semana passada por novas acusações de fraudes fiscais. Ele estava em liberdade após pagar fiança. Carlos Ghosn é fotografado em um carro ao deixar o escritório de seu advogado, depois de sair da prisão no Japão Issei Kato/Reuters Os advogados de Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e da Renault, apresentaram nesta quarta-feira (10) um recurso especial diante do Supremo Tribunal do Japão contra a decisão de mandar o ex-executivo de volta para a prisão. A defesa do brasileiro optou pela apelação especial, que permite "pular" instâncias intermediárias e comparecer diretamente à máxima autoridade judicial do país, depois que o Tribunal de distrito de Tóquio que instrui o caso aprovou na semana passada a nova detenção do ex-executivo. Ele estava em liberdade após pagar uma fiança. Tudo sobre as prisões de Carlos Ghosn O empresário, de 65 anos, foi detido na quinta-feira passada, menos de um mês depois que o mesmo tribunal o libertou em 6 de março, ao surgirem novas acusações contra ele por supostamente desviar parte dos recursos transferidos a uma distribuidora em Omã para seu uso pessoal. Em entrevista coletiva realizada na véspera, o advogado que lidera a defesa de Ghosn, Junichiro Hironaka, advertiu que recorreria da nova detenção "em todas as instâncias possíveis", entre elas o Supremo. Histórico do caso Ghosn foi detido pela primeira vez em 19 de novembro em Tóquio, acusado de ter escondido das autoridades financeiras do Japão compensações milionárias supostamente pactuadas com a Nissan. Sobre ele pesam três acusações formais, duas relacionadas com a ocultação das remunerações e uma terceira de abuso de confiança da Nissan por supostamente ter usado recursos da empresa para cobrir perdas financeiras pessoais e realizar pagamentos, injustificados para a companhia, para um empresário saudita. O ex-presidente da Nissan e da Renault nega todas as acusações. À espera da decisão do Supremo, o Ghosn ficará em prisão provisória pelo menos até 14 de abril, quando a Promotoria poderá solicitar uma extensão da detenção de mais dez dias antes de apresentar uma nova acusação formal. Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1 VIA: G1 > Auto Esporte
