Direção da Renault diz que 'trabalha ativamente' para substituir Carlos Ghosn

Direção da Renault diz que 'trabalha ativamente' para substituir Carlos Ghosn

17/01/2019 às 20:00 Vista: 252 Vez(es)


Ministro francês pediu que fabricante reúna conselho para tratar da sucessão do brasileiro. Executivo está preso desde novembro em Tóquio, sob acusações de fraude fiscal e mau uso do dinheiro da Nissan. Fábrica da Renault Divulgação A Renault afirmou nesta quinta-feira (17) que trabalha "ativamente" em sua governança futura, horas depois que o Governo francês pediu a convocação de um Conselho de Administração para substituir da presidência o brasileiro Carlos Ghosn, preso no Japão desde 19 de novembro. Apesar de ter deixado o comando da Nissan, o brasileiro segue como presidente da Renault, apesar de a fabricante francesa ter nomeado um "chefe interino". Segundo comunicado da Renault, "o Conselho de Administração tomará as decisões impostas desde que sejam reunidos os elementos necessários", e, enquanto isso, "a empresa funciona normalmente sob a responsabilidade da direção atual". Carlos Ghosn preso: o que se sabe até agora Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan, preso no Japão Reuters Os encarregados de formalizar este anúncio sobre as futuras mudanças na cúpula foram o administrador responsável, Philippe Lagayette, e o presidente do comitê de nomeações, Patrick Thomas, que estão preparando essas mudanças com a intenção de "defender os interesses da empresa e reforçar a aliança Renault-Nissan". Governo francês pede mudanças O ministro francês de Economia, Bruno Le Maire, pediu nesta quarta-feira (16) que a Renault (empresa da qual o Estado francês é o principal acionista, com 15,01% do capital) convoque seu conselho para substituir Ghosn, por considerar que a prisão, que deve se prolongar por pelo menos várias semanas, fato que o impossibilita de exercer suas funções. Na última terça-feira, o Tribunal de Tóquio negou um pedido de liberdade sob fiança para Ghosn. A Nissan, ao contrário da Renault, decidiu demitir Ghosn como responsável executivo imediatamente desde que foi detido, no dia 19 de novembro, em Tóquio, acusado de fraude fiscal, entre outras irregularidades. As tensões entre os dois parceiros da aliança foram manifestadas nestes últimos dois meses. O diretor-geral da Nissan, Hiroto Saikawa, negou que tenha havido um complô no grupo japonês contra Ghosn, em meio a uma batalha entre os acionistas japoneses e franceses. Acusações contra Ghosn Ghosn foi acusado de violação das leis financeiras entre 2010 e 2018. Ele teria deixado de declarar parte de seu salário no período. O executivo também é acusado de repassar gastos pessoais à Nissan, além de usar bens da empresa em benefício próprio, como na compra e reforma de imóveis de luxo em pelo menos 4 países. Entre eles, há um apartamento em uma área nobre do Rio de Janeiro. Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1 VIA: G1 > Auto Esporte

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