Diretoria da Nissan decide nesta quinta o destino de Carlos Ghosn

Diretoria da Nissan decide nesta quinta o destino de Carlos Ghosn

22/11/2018 às 08:00 Vista: 163 Vez(es)


Brasileiro Carlos Ghson foi detido em Tóquio por suspeita de sonegação e fraude fiscal. Carlos Ghosn Noah Berger / Reuters O conselho de administração da Nissan se reúne nesta quinta-feira (22) para demitir seu emblemático presidente Carlos Ghson, detido em Tóquio por suspeita de sonegação e fraude fiscal, uma situação inimaginável há alguns dias para o homem que salvou a montadora japonesa. A reunião acontecerá na sede do grupo, em Yokohama, com duração prevista de duas horas. Quem é Carlos Ghosn? Conheça sua trajetória Executivo deixou de declarar mais de R$ 167 milhões, dizem promotores japoneses Renault-Nissan-Mitsubishi: conheça a aliança criada pelo brasileiro Carlos Ghosn A portas fechadas, seis homens e uma mulher decidirão o destino do até agora CEO da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors, que foi detido na segunda-feira em Tóquio. Desde então, Ghosn permanece em silêncio em uma cela de um centro de detenção da capital japonesa. A Nissan, onde o executivo começou a construir seu império em 1999, se prepara para demiti-lo do cargo de presidente do conselho de administração. De acordo com uma fonte próxima à diretoria do grupo, qualquer outro cenário é improvável. "A proposta não seria submetida à votação se existisse qualquer dúvida", declarou. Hiroto Saikawa, diretor executivo da montadora desde abril de 2017, coordenará os debates. A decisão será tomada com os braços erguidos e quatro votos serão suficientes para destituir Ghosn. A princípio um substituto interino será designado, provavelmente Saikawa, que já foi o braço direito de Ghosn, mas que criticou o executivo duramente na segunda-feira. Além disso, a Procuradoria deve conceder uma entrevista coletiva. As revelações sobre as atividades do executivo de 64 anos não param de ser divulgadas pela imprensa nipônica. Oficialmente, o franco-brasileiro de origem libanesa é acusado de ter, ao lado de cúmplices, "minimizado seus rendimentos em cinco oportunidades entre junho de 2011 e junho de 2015", declarando ao fisco uma renda de 4,9 bilhões de ienes (37 milhões de euros), ao invés de quase 10 bilhões de ienes. Também é suspeito de abuso de bens sociais, de acordo com uma investigação interna da Nissan nos últimos meses. Na quarta-feira, um tribunal distrital de Tóquio prorrogou por 10 dias a detenção para permitir a continuidade das investigações. O período pode voltar a ser ampliado, de acordo com as regras do sistema judicial japonês. A Mitsubishi Motors (MMC) também prevê a demissão de Ghosn em um conselho na próxima semana. Na Renault prevalece a prudência. O conselho de administração pediu a Nissan que transmita o "conjunto das informações que possui no âmbito das investigações internas contra Ghosn". A montadora francesa nomeou Thierry Bolloré, número dois da empresa, para assumir o posto de Ghosn de forma interina. Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel/G1 VIA: G1 > Auto Esporte

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