Em Patos, greve dos caminhoneiros e participação da sociedade em novos atos é avaliada e planejada em reunião

Em Patos, greve dos caminhoneiros e participação da sociedade em novos atos é avaliada e planejada em reunião

30/05/2018 às 08:30 Vista: 45 Vez(es)

Professores, militantes sociais e representantes de entidades estiveram reunidos na tarde desta terça-feira, dia 29, na sala de reuniões do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP), para avaliar o atual cenário político após a greve dos caminhoneiros e as manifestações ocorridas em todo o Brasil.

As entidades presentes foram: União das Associações Comunitárias (UAC), SINFEMP, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Seção Paraíba (CTB/PB), Marcha Mundial de Mulheres, Pastoral da Comunicação da Diocese de Patos, Unidade Popular (UP), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), dentre outros.  

Para os presentes, a greve dos caminhoneiros mostrou a insatisfação de uma grande categoria com a política de preços que vem sendo implementada pelo Governo Federal, através do presidente Michel Temer (MDB). Essa política vem desmontando o poder da Petrobras, vendendo refinarias, diminuindo a produção de petróleo e vinculando o preço do combustível ao capital internacional com vinculação ao dólar. “Uma política nefasta e que prova que este governo não tem compromisso com a nação, pois está destruindo uma das empresas mais ricas do mundo e orgulho para o Brasil. Dizer que a empresa está quebrada é enganar o povo! Não podemos aceitar tal falácia”, relatou José Gonçalves, presidente da CTB/PB.

As manifestações ocorridas na última segunda-feira, dia 28, que aconteceram em todo o Brasil também foi avaliada. Os representantes das entidades lamentaram que oportunistas se infiltrem nas manifestações com pautas que depõem contra o estado democrático de direitos e confundam a sociedade que buscam soluções diante do cenário político vergonhoso. “As manifestações são justas e legítimas de uma sociedade insatisfeita com os rumos do Brasil pelos que se dizem representantes, mas isso também evidencia o quanto ainda não temos um povo organizado e consciente do seu papel, pois observamos cenas lamentáveis de pessoas pedindo intervenção militar no país”, comentou Emanuel Escarião, representante da Unidade Popular (UP).

As entidades querem articular para o dia 8 de junho uma nova reunião mais ampla com as forças progressistas e que aprofundem a discussão com toda a sociedade que busca lutar por seus direitos. Também está sendo programada visitas as comunidades. Um cronograma está sendo elaborado.

 

 

Jozivan Antero – Patosonline.com

 

 

VIA: Patos Online

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