Ghosn pede pensão à Renault, alegando que carta de renúncia não tem validade, diz jornal

Ghosn pede pensão à Renault, alegando que carta de renúncia não tem validade, diz jornal

13/01/2020 às 20:30 Vista: 50 Vez(es)


Ao francês 'Le Figaro', o ex-executivo disse que sua demissão, quando já estava preso, foi uma farsa. Carlos Ghosn em entrevista coletiva no Líbano, no último dia 8 de janeiro Mohamed Azakir/Reuters O ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn está processando a montadora francesa. O brasileiro, que estava em prisão domiciliar no Japão e fugiu para o Líbano, alega que a carta de renúncia da presidência da Renault, que assinou 1 ano atrás, ainda na prisão, não tem validade. "Minha demissão da Renault? É uma farsa!", disse o ex-executivo em entrevista ao jornal francês "Le Figaro", em Beirute. Segundo a reportagem, publicada no último domingo (12), ele quer uma pensão, além dos pagamentos de aposentadoria. “Reivindico meus direitos à aposentadoria e todos os direitos que me foram adquiridos. Eu primeiro queria que isso fosse resolvido amigavelmente", afirmou Ghosn ao jornal. Na época, o governo da França, que é acionista da Renault, pressionava a montadora a trocar o comando, que ainda estava oficialmente nas mãos de Ghosn, preso 2 meses antes, em novembro de 2018. Fianças milionárias e fuga Ghosn é acusado de irregularidades financeiras e quebra de confiança pela Nissan, no Japão. O ex-superstar da indústria automotiva pagou fiança milionária para deixar a prisão em março de 2019 e acabou detido novamente, dias depois, tendo de arcar com uma segunda fiança, para aguardar julgamento em prisão domiciliar. Fuga de Ghosn: o que falta esclarecer Ele é alvo de um alerta vermelho da Interpol emitido dias depois de sua fuga, no fim do ano passado. O país asiático também pediu que a mulher dele, Carole, que está com ele no Líbano, seja presa. O ex-executivo, que tem cidadania libanesa e francesa, nega as acusações. Em entrevistas em Beirute, Ghosn voltou a dizer que foi vítima de um complô dos diretores da Nissan com promotores japoneses porque a montadora temia que a Renault aumentasse sua influência sobre a aliança, que foi criada pelo brasileiro. O Ministério da Justiça do Japão repudiou as declarações. Jornal fala em separação da Nissan A aliança Renault-Nissan, que, mais recentemente incluiu a Mitsubishi, começou em março de 1999. Na época, à beira da falência, a japonesa Nissan, sob o comando de Ghosn, vendeu 36,8% de suas ações para a francesa Renault, que também era liderada pelo brasileiro. Também no último domingo, o jornal "Financial Times" publicou, de acordo com fontes, que a Nissan tem um plano para se separar da Renault. A medida incluiria uma divisão total nas áreas de engenharia e manufatura, e mudanças no conselho da Nissan. As ações da montadora francesa caíram cerca de 3% nesta segunda. As montadoras não comentaram a reportagem. Reveja entrevista de Ghosn à GloboNews, em Beirute: Carlos Ghosn fala sobre fuga e acusação de fraude fiscal Relembre quem é Carlos Ghosn e os principais pontos da prisão Arte/G1 Initial plugin text VIA: G1 > Auto Esporte

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