GM nega saída do Brasil e discute com sindicato futuro das fábricas em São Caetano e São José
22/01/2019 às 15:30 Vista: 316 Vez(es)
Informações são do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, em coletiva após a primeira etapa de reunião nesta terça (22). Nova rodada começou às 15h e discute flexibilização para abrir caminho para investimento na planta no interior de São Paulo. Linha de montagem da S10 e da Trailblazer em São José dos Campos GM/Divulgação Sindicalistas e representantes da General Motors discutiram, em reunião nesta terça-feira (22), o futuro das fábricas em São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas em São Paulo. O encontro ocorreu depois que presidente da companhia no Mercosul, Carlos Zarlenga, alertar trabalhadores do Brasil sobre o que considera um 'momento crítico'. Antes, a presidência da GM afirmou que 'não vai continuar empregando capital para perder dinheiro'. Nas duas unidades paulistas, a montadora emprega cerca de 14 mil pessoas. A preocupação com o tema, que motivou a reunião, é reflexo de um plano de reestruturação da empresa, anunciado no ano passado, e que deve fechar neste ano sete plantas nos Estados Unidos e Canadá. Na ocasião do anúncio, a GM informou também que mais duas unidades fora da América do Norte seriam fechadas, mas revelou os locais na época. No encontro desta terça, segundo o sindicato, a saída do Brasil foi descartada e a empresa sinalizou que quer discutir investimentos nas plantas. No entanto, condicionou possíveis aportes a condições favoráveis de produção. A reunião em São José começou às 11h e, a primeira etapa, durou cerca de 3h. Também participaram, além de diretores da GM e membros do Sindicato dos Metalúrgicos, os prefeitos de São José, Felício Ramuth, e de São Caetano, José Auricchio Jr. A segunda etapa da reunião começou às 15h e prevê discutir para São José itens que melhorem a lucratividade da planta. Em São José, unidade onde até 2013 eram produzido quatro modelos, atualmente são fabricadas apenas a caminhonete S10 e a Trailblazer. "Estamos flexíveis à negociação, mas sem abrir mão dos direitos do trabalhadores. Viemos para o diálogo, mas não vamos aceitar que uma crise, que nem existe, sea descarregada no ombro do trabalhador. Fazemos oposição à reestruturação que trate os direitos dos operários como empecilho à produção. É bom lembrar que a GM é líder de vendas no país", disse o presidente do sindicato em São José, Renato Almeida. A montadora detém uma fatia de 19% do mercado nacional. Nenhum representante da direção da GM tinha comentado o assunto até a publicação desta reportagem. Reunião em São Caetano Nesta quarta (23), segundo o sindicato de São José, um encontro está agendado com os sindicalistas de São Caetano, também para debater propostas específicas para a unidade. Na cidade no ABC paulista estão as linhas do Onix Joy (versão mais barata do modelo, com visual antigo), Spin, Cobalt e Montana. Nela foi anunciado em fevereiro de 2018 investimento em ampliação, com a produção de um novo modelo. VIA: G1 > Auto Esporte
