Honda vai usar energia eólica na produção de veículos em nova fábrica de Itirapina
27/03/2019 às 12:00 Vista: 377 Vez(es)
Até 2021, todos os modelos nacionais da marca sairão da nova unidade no interior de SP. Presidente da Honda na América Latina, Issao Mizoguchi Gabrielle Chagas/G1 A Honda anunciou que vai utilizar energia eólica para suprir a fábrica de Itirapina (SP), inaugurada nesta quarta-feira (27). O anúncio foi feito pelo presidente da Honda na América Latina, Issao Mizoguchi. "Afirmo com orgulho que todos os carros fabricados em Itirapina irão utilizar energia limpa", disse. A energia virá do parque no Rio Grande do Sul. Localizado na cidade de Xangrila-Lá, o projeto é pioneiro no setor automotivo brasileiro. De acordo com a fabricante, a nova unidade tem capacidade nominal de produção de até 120 mil carros ao ano, dividida em dois turnos, e contará com a experiência dos funcionários transferidos da planta de Sumaré. Por enquanto, 400 colaboradores já trabalham em Itirapina - até 2021 serão 2 mil. Com a transferência, não haverá novas contratações. A marca aponta ainda que a fábrica segue as melhores práticas de produção da Honda no mundo, com tecnologias otimizadas de estamparia e solda, além do novo processo de pintura da carroceria, com base d'água. Na fábrica de Sumaré, permanecerão atividades como produção do conjunto motor, bem como como fundição, usinagem, injeção plástica, engenharia da qualidade, planejamento industrial e logística. 'Trancada' pela crise Honda inicia as operações em nova fábrica de Itirapina (SP) Divulgação/Honda Fruto de um investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica de Itirapina começou a ser construída em 2013, ocupando uma área de 5,8 milhões de metros quadrados. Ela ficou pronta em 2016, mas sofreu dois adiamentos do início de suas operações pela forte crise que atingiu o mercado brasileiro. Em entrevista ao G1, Issao Mizoguchi disse que a unidade só seria aberta quando houvesse reais condições - na época, segundo o executivo, não existia demanda suficiente para duas fábricas operando, portanto, ela não produziria nem o equivalente a 1 turno. "Você contrata as pessoas, força para trabalhar 1 turno, depois se certifica de que não tem jeito, vai ter que parar mesmo. Aí você vai demitir de novo... não tem muito sentido", concluiu o executivo na época. Para ele, um mercado favorável seria o de 3 milhões de emplacamentos. Na prática, ainda não chegamos lá, mas estamos perto. De acordo com a Fenabrave, em 2018 foram pouco mais de 2,5 milhões de veículos vendidos. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara. VIA: G1 > Auto Esporte
