Impulsionadas por locadoras, vendas de carros para empresas são quase metade do total no ano

Impulsionadas por locadoras, vendas de carros para empresas são quase metade do total no ano

13/02/2020 às 06:30 Vista: 394 Vez(es)


Modalidade inclui vendas de carros PCD, que também dispararam. Motoristas de aplicativos e revenda de usados movimentam os negócios das empresas de aluguel. Aluguel para motoristas de aplicativo movimenta negócios de locadoras e a venda de veículos para empresas Reprodução/TV Globo Carros por assinatura — como são conhecidos os aluguéis por médio e longo prazo — ajudaram a engordar o faturamento das locadoras e, consequentemente, também impulsionaram a indústria automobilística. Locadoras 'turbinam' vendas e mudam jeito de ter carro: veja quando vale a pena O principal dado oficial que mostra a importância desse segmento é o de vendas diretas, feitas pelas montadoras para empresas, sejam locadoras ou não, que envolvem grandes volumes e custam menos do que o consumidor paga nas concessionárias. Impulsionada por locadoras, fatia de vendas diretas cresceu G1 Carros As vendas diretas cresceram 70% em 4 anos, comparando os números 2015 com os de 2019 divulgados pela federação dos concessionários, a Fenabrave. Em 2015, já em meio à crise, elas representavam 29% do total de emplacamentos de veículos no Brasil, bem aquém dos números das lojas. Em 2018, superaram pela primeira vez a marca de 1 milhão de veículos e, neste ano, são responsáveis por quase metade do "bolo" (46%). “Isso é um fenômeno mundial. Vem ao encontro com o perfil do consumidor atual, que quer mais do que a propriedade. Ele quer escolhas”, afirmou Ricardo Bacellar, líder do setor automotivo da consultoria KPMG. De acordo com a Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (Abla), cerca de 20% das vendas diretas atualmente são para locadoras. A Fenabrave não informa os números de venda direta separados por tipo de empresa. E diz que, além das locadoras e frotistas, estão incluídas as vendas de carros PCD, feitas por concessionárias. Até quando as vendas crescem? São veículos voltados a portadores de deficiência, que também têm descontos e cujos emplacamentos dispararam nos últimos anos, de acordo com associações que representam esse público. Para Bacellar, as vendas diretas ainda são uma forma de movimentar o mercado. No entanto, ele acredita que essa modalidade deve começar a se estabilizar. "Vai chegar uma hora em que o fôlego vai diminuir", disse. A Anfavea, associação das fabricantes, tem a mesma opinião, e entende que o percentual atingido em 2019 deve se manter nos próximos anos. 'Boom' dos aplicativos Aplicativos são responsáveis por boa fatia dos carros alugados REUTERS/Shannon Stapleton Ainda segundo a Abla, a frota das locadoras foi de 773.222, em 2014, para 826.331 veículos em 2018, um aumento de 6%. No mesmo período, o faturamento dessas empresas, subiu 4%, passando de R$ 14,7 bilhões em 2014 para R$ 15,3 bilhões em 2018. O crescimento aconteceu não só mirando o consumidor comum, mas também com o "boom" dos aplicativos de transporte. No 1º semestre deste ano, as locadoras somavam 829.723 veículos alugados e cerca de 150 mil estavam nas mãos de motoristas de apps (18%). Segundo a agência Reuters, dois terços dos 600 mil motoristas do Uber no Brasil não possuem os veículos que dirigem. Esse número é um dos mais altos registrados pelo app no mundo. Em 2013, um ano antes do Uber chegar ao Brasil, apenas 6% das vendas do Chevrolet Onix eram destinadas a empresas. Neste ano, a fatia atinge 42%, considerando números de vendas até novembro. Ainda de acordo com a Reuters, a Localiza saiu de um nível de compra de 2% dos veículos leves do país em 2012 para 10% neste ano. Os motoristas de apps são o segmento que mais cresce para a empresa. Giro rápido A revenda de veículos usados pelas locadoras também explica o salto das vendas diretas. De acordo com a Abla, cerca de 90 mil carros foram negociados com pessoas físicas em 2019. O giro da frota é rápido: as empresas podem passar os veículos para frente a partir de 1 ano após eles serem incorporados à frota. E as locadoras têm um trunfo diante das lojas comuns de usados, já que compram esses carros sem intermediários e com grande volume, conseguindo descontos de até 20%. Assim, conseguem atrair clientes com valores abaixo do mercado. Loja de revenda de carros usados de locadora em São Paulo Fabio Tito/G1 VIA: G1 > Auto Esporte

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