Jornalistas brasileiros são humilhados e estrangeiros desistem de cobertura da posse de Jair Bolsonaro
Tem causado muita repercussão a forma que a imprensa brasileira foi tratada durante a cerimônia de posse do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL). O evento aconteceu neste dia 1º de janeiro de 2019 e vem sendo destaque em alguns meios de comunicação e nas redes sociais de jornalistas.
Pelo menos 3 jornalistas da França e 1 da China desistiu da cobertura devido restrições. Os jornalistas ficaram restritos a uma sala e só puderam acompanhar a cerimônia por telões instalados. Esse fato, além de outras questões, levaram os jornalistas a comunicarem as suas agências que estavam desistindo da cobertura.
A jornalista Mônica Bergamo fez imagens do local em que os profissionais ficaram confinados. Os profissionais ficaram no chão, tiveram que chegar com 8 horas de antecedência ao local e foram impedidos de usar o banheiro e beber água durante determinada hora em que os espaços do Congresso Nacional recebeu as autoridades.
Outro fato inusitado foi a restrição de entrar com maçãs. Os jornalistas ou cortavam as maçãs em duas partes ou não entrava com a fruta. Como ninguém portava facas, as frutas foram jogadas no lixo por determinação da segurança. Os jornalistas chegaram a serem comunicados que não passassem a área determinada, pois poderiam sofrer um tiro.
As restrições nunca vistas na história também atingiram o povo que foi prestigiar a posse do presidente. Os presentes tiveram que ficar distantes da entrada do Congresso Nacional, foram confinados por grades de aço e a partir da chegada da comitiva do presidente não puderam mais utilizar banheiros e se deslocar para beber água. Um cidadão que ficou próximo ao parlatório foi atingido por spray de pimenta. A polícia relatou que o apoiador de Bolsonaro estava perto do bebedouro e o local era privilegiado para ver o presidente.
Jozivan Antero – Patosonline.com
VIA: Patos Online
