Márcio França veta projeto de lei que obriga hastes protetoras em motos contra linhas de pipa

Márcio França veta projeto de lei que obriga hastes protetoras em motos contra linhas de pipa

19/07/2018 às 17:30 Vista: 335 Vez(es)


Governador diz que medida deve ser avaliada em nível federal. Deputado argumenta que Rio de Janeiro adotou medida de segurança e que estado já proíbe cerol. Motociclista usa haste para proteger contra linhas de pipa com cerol no trânsito em São Paulo. O governador de SP, Márcio França, vetou o texto que obrigava que as motocicletas produzidas no Estado saíssem das fábricas equipadas com hastes protetoras contra linhas de pipa Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), vetou o projeto de lei (PL) que obrigaria as montadoras de motocicletas a instalarem hastes metálicas protetoras contra linhas de pipas nos guidões dos veículos de sua produção. Em nota ao G1 nesta quinta-feira (19), a gestão explica que a decisão deve ser avaliada em nível federal. No texto argumentativo do PL 61/2004, o deputado Aldo Demarchi (DEM) diz que a proposta é garantir a segurança dos condutores de motocicletas e alinhar as regras no estado, que já aprovou leis que proíbem a fabricação e a comercialização do cerol. O projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e seguiu para avaliação do governador Márcio França. Se a nova lei fosse aprovada, as empresas montadoras deveriam implementar o equipamento de segurança em até seis meses e os motociclistas que já possuem o veículo fabricado em São Paulo deveriam instalar a antena em até nove meses. Em São Paulo, no entanto, o governador entende que a medida deve ser avaliada em nível federal e vetou o projeto. “Trata-se de matéria pertinente a trânsito e que exige tratamento uniforme, emanado do Poder Central, circunstância que elide a competência normativa dos Estados-membros para legislar sobre o assunto”, justifica França, em publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Ele acrescenta que a “Constituição Federal, outorgou à União competência privativa para legislar sobre a matéria” e que o “Supremo Tribunal Federal vem sistematicamente declarando a inconstitucionalidade de leis estaduais que disponham sobre trânsito”. O governador cita ainda os artigos 54, 55 e 139-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que dispõem sobre os equipamentos obrigatórios das motocicletas (capacete, viseira ou óculos) e a regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige antena corta-pipas somente para motocicletas destinadas ao moto-frete. Depois que o projeto foi aprovado por todas as comissões da Assembleia e vetado pelo governador, os deputados agora analisam o veto e podem derrubá-lo, colocando a lei em vigor. Segundo a equipe de Aldo Demarchi, o deputado vai trabalhar para acelerar a tramitação da proposta e argumentar que a medida de segurança já foi adotada no Rio de Janeiro e que todos os motociclistas devem ser protegidos, não apenas os motofretistas. VIA: G1 > Auto Esporte

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