Ministro francês pede que Renault substitua Ghosn como presidente
16/01/2019 às 20:30 Vista: 297 Vez(es)
Em entrevista a rede de TV, ministro da Economia destacou que empresário tem a presunção de inocência, mas está impossibilitado de comandar a montadora de forma duradoura. Carlos Ghosn está preso no Japão. Imagem de outubro de 2018 mostra o executivo em Paris Regis Duvignau/Reuters O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, pediu nesta quarta-feira (16) que a Renault convoque o conselho de administração da empresa - da qual o Estado francês é o principal acionista - para substituir Carlos Ghosn na presidência. O empresário brasileiro está preso no Japão por corrupção desde novembro. "Nesta nova etapa, necessitamos uma nova governança (para a Renault). Sempre falei, lembrando a presunção de inocência de Carlos Ghosn, que ele estava impossibilitado de forma duradoura e teríamos que passar para a etapa seguinte. E estamos nela", disse o ministro à emissora de televisão "LCI". O que se sabe sabe sobre a prisão de Carlos Ghosn até agora Le Maire acrescentou que pediu, na sua condição de acionista de referência, a convocação de uma reunião do conselho de administração para que se "designe uma direção duradoura". Initial plugin text sss Até agora, a França tinha mantido o apoio a Ghosn, desempossado dos cargos de presidente da Nissan e da Mitsubishi, as outras duas marcas com as quais a Renault forma uma aliança também presidida pelo empresário preso. Dois representantes do governo estão atualmente em Tóquio para se reunirem com diretores da Nissan sobre a sucessão de Ghosn. Briga de acionistas O diretor-geral da Nissan, Hiroto Saikawa, negou que tenha havido um complô no grupo japonês contra Ghosn, em meio a uma batalha entre os acionistas japoneses e franceses. O Estado francês controla mais de 15% das ações da Renault, uma porcentagem similar à da Nissan que, no entanto, não tem direito de voto na junta de acionistas. A Renault, por sua parte, tem 43% da Nissan, o que gera tensões entre os acionistas japoneses. A justiça japonesa rejeitou na terça-feira passada um pedido de libertação de Ghosn, que é acusado de ter ocultado remunerações multimilionárias e outras irregularidades. VIA: G1 > Auto Esporte
