Mulher de Carlos Ghosn é alvo de mandado de prisão, diz imprensa japonesa
07/01/2020 às 11:00 Vista: 343 Vez(es)
Carole Ghosn está no Líbano com o marido, que fugiu da prisão domiciliar no Japão; mandado é por falso testemunho. Porta-voz de Ghosn classificou pedido de prisão como 'patético'. Carlos Ghosn e sua esposa, Carole Ghosn, em imagem de junho deste ano Issei Kato/Reuters Carole Ghosn, mulher do ex-presidente da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, se tornou alvo de um pedido de prisão, segundo a imprensa japonesa. Promotores de Tóquio emitiram o mandado contra ela por perjúrio (falso testemunho). Fuga de Ghosn: o que se sabe até agora O mandado de prisão acusa Carole de alegar falsamente desconhecer ou ter se encontrado com pessoas ligadas a uma empresa que recebeu pagamentos da Nissan Motor, parte dos quais foi transferida subsequentemente a uma firma de Ghosn. Separadamente, uma autoridade de alto escalão do Ministério da Justiça disse que funcionários estão estudando as leis libanesas para encontrar uma forma de levar Ghosn de volta e que o Japão "fará tudo que puder" para levá-lo a julgamento. O casal está há uma semana no Líbano, depois que Carlos Ghosn fugiu do Japão, onde cumpria prisão domiciliar. Ele foi foi preso pela primeira vez em novembro de 2018, acusado de sonegação fiscal. Jornal americano descreve etapa da fuga de Carlos Ghosn para o Líbano O porta-voz de Ghosn classificou o pedido de prisão como "patético", segundo informou a agência Reuters. Em entrevista concedida em junho deste ano, Carole Ghosn afirmou que não via o marido havia meses e negou que fosse cúmplice, afirmando que era mera dona de casa. Rota feita por Carlos Ghosn até o Líbano Aparecido Gonçalves/Rafael Miotto/Arte G1 Na quinta-feira (2), o Líbano anunciou que recebeu um pedido de prisão da Interpol contra Ghosn. Acusações de crime financeiro Alvo de quatro acusações de crimes financeiros e em prisão domiciliar sob fiança desde abril de 2019, Ghosn vivia com certa liberdade de movimento no Japão, mas sob condições restritas. O empresário teria conseguido escapar do país rumo ao Líbano em um jatinho privado com a ajuda de uma empresa privada de segurança, segundo a Reuters, no último dia 30. O próprio Ghosn divulgou um comunicado, afirmando que estava no Líbano, e que não fugiu da Justiça. "Escapei da injustiça", declarou. Nascido no Brasil, Carlos Ghosn também tem cidadania libanesa e francesa. Há um ano, em janeiro de 2019, ele se pronunciou pela 1ª vez sobre o caso. Ele compareceu diante de um juiz na Corte de Justiça de Tóquio para se defender. Na ocasião, ele disse que havia sido detido injustamente, com base em acusações equivocadas e infundadas. Relembre quem é Carlos Ghosn e os principais pontos da prisão Arte/G1 VIA: G1 > Auto Esporte
