Nissan registra o menor lucro em 10 anos; presidente culpa Ghosn e vê 'fundo do poço'
15/05/2019 às 18:30 Vista: 336 Vez(es)
Ex-presidente do conselho da montadora preso em novembro passado, acusado pela empresa de violação financeira. Presidente-executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, responde perguntas de jornalistas ao divulgar resultado da montadora para o ano fiscal 2018/19 Behrouz Mehri/AFP A Nissan registrou o menor lucro anual em 10 anos e a tendência pode prosseguir em consequência da crise provocada pela prisão de seu ex-presidente do conselho, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou a empresa na última terça-feira (14). O lucro operacional no ano fiscal encerrado em março caiu 45%, a 319,1 bilhões de ienes (US 2,9 bilhões), o menor nível desde o exercício 2009-10, quando a montadora sofreu os efeitos da crise financeira global. Carlos Ghosn preso: o que se sabe até agora A previsão para o ano é que se encerra em março do ano que vem é de nova queda, de 28%, para 230 bilhões de ienes (US$ 2 bilhões). O presidente-executivo da montadora japonesa, Hiroto Saikawa, afirmou que a empresa chegou ao "fundo do poço" com os resultados do último ano. “Esperamos ter atingido o fundo do poço em 2018 e 2018, e reverter essa tendência nos anos seguintes", disse o executivo. Para dar a volta por cima, o "chefão" decidiu cortar 4.800 postos de trabalho, renovar os principais modelos e lançar 20 novos em 3 anos, focando mais no mercado norte-americano. Segundo analistas, o mau desempenho aumenta a pressão para uma fusão com a Renault, que detém parte da Nissan. A junção era uma ideia de Ghosn que, segundo ele, a diretoria da montadora japonesa repudiava. O resultado também fez crescer os rumores de que Saikawa deixará o comando da Nissan. Em conversa com jornalistas na terça, ele repassou a culpa a Ghosn. "A maioria dos problemas que eu apresentei hoje são um legado negativo da liderança antiga", afirmou. Detido em novembro, acusado pela Nissan de violações financeiras, o brasileiro chegou a ser solto sob fiança em março, mas voltou à prisão no mês seguinte, após novas denúncias. Além de ser o presidente do conselho da Nissan, Ghosn chefiava a Renault e a aliança que as duas marcas formavam com a Mitsubishi. O executivo nega as acusações e se diz vítima de um complô dos dirigentes da Nissan. VIA: G1 > Auto Esporte
