Polícia conclui que airbag da Takata causou morte de motorista em acidente na orla de Aracaju

Polícia conclui que airbag da Takata causou morte de motorista em acidente na orla de Aracaju

15/07/2020 às 13:30 Vista: 342 Vez(es)


Com este, o Brasil registra dois casos de fatalidades por causa de "airbags mortais". Defeito levou a dezenas de mortes e ao maior recall da história. Acidente ocorreu na Orla de Atalaia SSP/SE/Divulgação O laudo pericial emitido pelo Instituto de Criminalística sobre um acidente que matou o condutor de um carro na Orla da Atalaia, em Aracaju, no dia 20 de janeiro, concluiu que a morte dele foi causada por uma peça do airbag que atingiu o pescoço. Os detalhes foram apresentados nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE). Testemunhas informaram à polícia que o acidente ocorreu quando um carro que vinha a frente parou para dar passagem a um pedestre. A velocidade do veículo no momento do acidente, estimada pela perícia, era de 40km/h. Segundo o Serviço Móvel de Urgência (Samu), a vítima morreu devido um sangramento na região cervical. Já o condutor do outro veículo envolvido no acidente não se feriu. O G1 entrou em contato com General Motors, dona da Chevrolet, a fabricante do carro, mas, até a publicação desta reportagem, não havia obtido retorno. A reportagem também procurou a empresa Takata responsável pela fabricação do airbg, mas também não obteve retorno. De acordo com a polícia, o caso registrado em Sergipe envolvendo a fabricante Takata foi o primeiro caso de morte desse tipo no Brasil. Sete dias depois, uma peça do airbag da mesma fabricante também provocou a morte de uma pessoa no Rio de Janeiro. A vítima foi o motorista de um Honda Civic 2008. Defeitos no airbag da Takata levaram a dezenas de mortes no exterior e provocaram o maior recall da história, no caso que ficou conhecido como "airbags mortais", que veio à tona em 2013. Ele é chamado assim porque, devido a uma falha, uma peça de metal do airbag acaba trincando e levando a uma abertura com força desproporcional em casos de colisão. Nesse momento, a peça se quebra e fragmentos dela rompem a bolsa de ar e são atirados contra o ocupante do veículo, causando ferimentos que podem ser fatais e que já foram comparados a facadas. Até fevereiro deste ano, a Honda relatou 39 ocorrências de rompimento de airbags da Takata, com ferimentos em 16 casos. Em 2018, a Toyota também revelou um caso de explosão em que não houve feridos. Além dessas marcas, a Takata também forneceu airbags defeituosos a outras montadoras no Brasil e no mundo. Mais de 2 milhões de carros foram chamados para a troca desse equipamento no país, desde 2013 até os dias atuais. O acidente "Foi um colisão relativamente simples, com poucos danos materiais em ambos os veículos. Inicialmente, o perito achou muito estranho um acidente tão simples ter causado o óbito de uma vítima de forma tão rápida. Ainda no local, após o perito realizar levantamento de forma bem minuciosa, ele já identificou que no conjunto do airbag havia sinal de rompimento de uma das peças. E no local também o perito chegou a identificar que o fabricante dessa peça de segurança era o fabricante Takata", disse o diretor do Instituto de Criminalística Luciano Homem. Ele ainda explicou que o carro sofreu uma ruptura anormal. "O airbag é composto por uma bolsa inflável, e um insuflador ou deflagrador. E dentro desse insuflador há alguns componentes químicos. No momento em que há uma parada brusca, é acionada uma combustão e a liberação dos gases serve para inflar essa bolsa. A velocidade estimada é em torno de 300 km/hora. O perito realizou algumas pesquisas e encontrou registros de falhas desses equipamentos em todo o mundo, incluindo o Brasil. Ainda no laudo o perito fez algumas considerações técnicas e diz que foi constatado que o veículo sofreu uma ruptura anormal dentro do veiculo. Aí já posteriormente foi retirada essa peça da vítima e serviu para complementar a perícia". Segundo a SSP, a empresa responderá civilmente pela morte. O motorista do outro veículo não foi indiciado. Vítima estava no carro vermelho SSP/SE/Divulgação VIA: G1 > Auto Esporte

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