Preço médio da gasolina cai pela 9ª semana seguida nos postos, diz ANP
27/10/2023 às 20:00 Vista: 479 Vez(es)
Levantamento é referente à semana de 22 a 28 de outubro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Combustíveis Marcelo Camargo/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu pela 9ª semana seguida nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (27). A pesquisa é referente à semana de 22 a 28 de outubro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,69. O recuo foi de 0,87% frente aos R$ 5,74 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,49. Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, ficou em R$ 3,57. O valor representa uma queda 1,11% de frente aos R$ 3,61 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel foi vendido, em média, a R$ 6,13. A alta foi de 1,49% frente aos R$ 6,04 da semana anterior. O valor mais caro encontrado pela agência foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no último sábado (21). A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. “A estratégia comercial que adotamos nesta gestão tem se mostrado bem-sucedida, sobretudo no sentido de tornar a Petrobras competitiva no mercado e ao mesmo tempo evitar o repasse de volatidade para o consumidor", afirmou o presidente da empresa, Jean Paul Prates. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Entretanto, apesar de a Petrobras produzir grande parte da gasolina e diesel consumidos no Brasil, o país ainda depende de importações – cujos preços são definidos de acordo com a cotação internacional. Quando há grandes descompassos entre o valor no mercado internacional e o preço interno, a atividade de importação deixa de ser economicamente atrativa para algumas empresas, e isso pressiona o abastecimento. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Guerra entre Hamas e Israel Além das questões humanitárias, a guerra entre Hamas e Israel tem mexido com o preço do petróleo. O petróleo do tipo Brent, usado como referência no mercado, estava sendo negociado acima de US$ 91 nesta sexta, uma alta de mais de 7% em relação ao registrado antes do início da guerra no Oriente Médio. Autoridades seguem de olho em uma possível escalada no conflito. O receio é que o envolvimento de países como o Irã — que é estratégico no escoamento da commodity — faça os preços dispararem. Na última semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou sobre o assunto e descartou o risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil por causa do aumento de preços. "A Petrobras tem tido toda a responsabilidade na questão do suprimento de combustível no Brasil. Inclusive, essa responsabilidade é do Ministério de Minas e Energia, de manter qualidade de produto e garantia de suprimento", declarou. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, se o conflito se estender por mais regiões e por mais tempo, reajustes na gasolina e diesel serão inevitáveis. VÍDEOS: últimas notícias de Economia VIA: g1 > Carros
