Prefeitura de Patos é investigada por pagamento de propina e superfaturamento em contrato de iluminação pública. Escute

Prefeitura de Patos é investigada por pagamento de propina e superfaturamento em contrato de iluminação pública. Escute

02/08/2018 às 19:30 Vista: 159 Vez(es)

A etapa paraibana da Operação Cidade Luz chegou à cidade de Patos na manhã desta quinta-feira (02), para investigar o pagamento de propina e a existência de superfaturamento no contrato emergencial de iluminação pública firmado pela Prefeitura de Patos no ano de 2017. A investigação aponta o envolvimento de agentes políticos e servidores municipais comissionados, além das empresas Enertec e Real Energy.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em diversos locais de Patos e João Pessoa, inclusive nas residências do prefeito Dinaldo Wanderley Filho (PSDB), do seu irmão Gustavo Wanderley, e ainda do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Jardelson Medeiros.

Romualdo Tadeu de Araújo, promotor membro do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), disse que tal operação foi planejada entre os Ministérios Públicos da Paraíba e Rio Grande do Norte. Um detalhe importante é que as colaborações premiadas que ocorreram ao longo da operação, foi que resultaram no trabalho de hoje.

Seguindo o mesmo viés da operação desencadeada no Rio Grande do Norte ainda no ano passado, Romualdo explicou que foi possível confirmar que as empresas citadas procuraram operadores no estado da Paraíba, que indicavam os municípios, neste caso a cidade de Patos. Ele ainda citou que na época, Dinaldinho ainda era candidato a prefeito. Mesmo assim, o atual gestor e seu grupo político firmaram um compromisso com as duas empresas.

O acordo previa o pagamento de verbas para a campanha eleitoral de Dinaldinho, em troca de que se o mesmo fosse eleito, contratar os serviços das empresas quando ingressasse na prefeitura.

Ainda segundo o promotor, a propina inicial foi de 30 mil reais, e logo após mais 10 mil reais. Após ingressar na prefeitura, Dinaldo contratou as referidas empresas para prestar o serviço de iluminação pública. O promotor também citou uma questão ainda mais grave que foi a criação de uma lei municipal complementar que aumentou o valor da taxa de iluminação pública, além das medições que passariam a gerar o percentual de 5% de propina para as pessoas do grupo político do prefeito. As empresas ainda foram responsáveis por adiantar o valor de 100 mil reais para ser aplicado no São João de Patos 2017.

O promotor também comentou que apenas um mandado de prisão foi expedido, sendo este para o atual chefe de gabinete da Prefeitura de Patos, Múcio Sátiro Filho, que era o elo de ligação do grupo empresarial com o grupo político do prefeito.

Ouça mais detalhes na entrevista que segue abaixo.


Matéria por Patosonline.com

VIA: Patos Online

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