Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora
27/11/2018 às 06:30 Vista: 192 Vez(es)
Brasileiro que comandava a ação Renault-Nissan-Mitsubishi está detido há uma semana, acusado de sonegação e fraude. Nova denúncia pode surgir. Carlos Ghosn, o executivo da Nissan e da Renault acusado de fraude e evasão fiscal Getty Images Uma semana depois da prisão surpreendente que repercutiu em todo o mundo, o brasileiro Carlos Ghosn, segue detido no Japão. Desde então, ele foi destituído da presidência do conselho de duas das três montadoras que comandava: da Nissan e da Mitsubishi. Ghosn ainda é presidente-executivo e lidera o conselho da Renault, que criou um comando interino. Juntas, as 3 marcas foram o grupo que mais vendeu carros no mundo em 2017, daí a importância da prisão do brasileiro. Veja abaixo o que se sabe sobre o caso até agora. Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel e Roberta Jaworsk/G1 Mais sobre as acusações Ghosn é acusado de declarar ganho menor que o real e de usar indevidamente bens da Nissan. Ele deixou de declarar mais de R$ 167 milhões de seu pagamento como presidente na montadora, entre 2010 e 2015, segundo promotores japoneses. Nesse período, segundo a agência de notícias Jiji, o executivo recebeu quase R$ 334 milhões. Ainda segundo a imprensa japonesa, o brasileiro teria comprado e reformado imóveis residenciais para uso pessoal em pelo menos 4 países diferentes, com recursos da Nissan. Uma subsidiária holandesa, criada em 2010 por cerca de US$ 53,4 milhões, para investimento em startups, teria financiado as ações pessoais de Ghosn, que envolvem a compra e reforma de um luxuoso apartamento na cidade do Rio de Janeiro e uma casa em Beiture, no Líbano. A emissora japonesa NHK relatou ainda que Ghosn teria utilizado fundos da Nissan para pagar viagens aos familiares. A Nissan o acusou de usar bens da empresa indevidamente, mas não deu detalhes. Defesa Ghosn não falou publicamente nem se comunicou por meio de nenhum representante desde a prisão. Mas a TV japonesa NHK informou que ele disse aos investigadores que não tinha intenção de subestimar sua remuneração em documentos financeiros e negou as acusações. 2º preso: Greg Kelly Um segundo executivo da Nissan foi preso no mesmo dia que Ghosn. O norte-americano Greg Kelly, diretor na Nissan, teria supervisionado as transações que beneficiaram o executivo. Greg Kelly, ex-diretor da Nissan, foi preso no mesmo dia em que Carlos Ghosn AFP Photo /Nissan Motor Corporation via Jiji Press Kelly também não se pronunciou desde a prisão. Reações das montadoras A Nissan decidiu tirar Ghosn da presidência do conselho e também removeu Kelly do cargo de diretor. A montadora disse que tinha uma investigação interna contra o executivo após denúncias. A Mitsubishi também destituiu Ghosn da presidência do conselho. A Renault nomeou um comando interino, mas manteve Ghosn como CEO e presidente do conselho. Vai continuar preso? A Justiça japonesa decidiu prorrogar a prisão de Ghosn por 10 dias, na última quarta-feira (21). O executivo ainda não foi julgado. A imprensa japonesa diz que uma outra denúncia pode ser oferecida pelos promotores contra ele, abordando sonegação após o ano de 2015. Nissan e Renault vão se separar? As marcas se posicionaram a favor da aliança logo que a notícia da prisão surgiu. Mas a imprensa japonesa reportou que, em reunião com funcionários, o atual presidente-executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, disse que a parceria com a Renault "precisa ser revista" porque o relacionamento com a parceira francesa "não é igual". A imprensa lembrou ainda que era desejo de Ghosn faz uma fusão entre as duas montadoras, mas que a Nissan seria contra e estaria tentando barrar a negociação. Initial plugin text VIA: G1 > Auto Esporte
