Renault diz que Ghosn teve benefícios pessoais em troca de patrocínio da marca ao Palácio de Versalhes
07/02/2019 às 12:30 Vista: 368 Vez(es)
De acordo com a montadora, 50 mil euros foram dados como "contribuição" no acordo. Valor estaria relacionado ao aluguel do salão onde foi realizado o casamento de Ghosn, em 2016. Esta é a primeira denúncia da Renault contra Ghosn. Carlos Ghosn Charles Platiau/Reuters A Renault comunicou nesta quinta-feira (7) que fará sua primeira denúncia envolvendo Carlos Ghosn, o ex-presidente da marca preso em novembro e que renunciou ao cargo em janeiro. Um patrocínio da marca para reformas do Palácio de Versalhes teria rendido benefícios particulares para o casamento do executivo, em 2016. De acordo com a fabricante, foi encontrada uma contribuição a Ghosn de 50 mil euros (aproximadamente R$ 210 mil) envolvendo o acordo. Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora Em sua legalidade, o patrocínio previa que a Renault teria direito a realizar eventos corporativos no local. Porém, segundo o jornal francês Le Figaro, Ghosn abusou dos benefícios para fins particulares. Em troca, o executivo teria ganhado o aluguel de um dos salões do local, o Gran Trianon, avaliado em 50 mil euros (justamente o valor ilegal divulgado pela fabricante) para realizar sua recepção de casamento com Carole Ghosn há pouco mais de 2 anos. Ainda de acordo com a publicação, a empresa contratada para o evento apontou em uma das faturas que o salão foi "oferecido por Versalhes". A fabricante disse que "decidiu levar essas descobertas ao conhecimento das autoridades judiciais". Primeira denúncia Este é o primeiro caso denunciado pela Renault após investigações internas promovidas pela fabricante. Até então, a francesa dizia não ter encontrado indícios de corrupção em pagamentos de Ghosn. "Os elementos reunidos até agora exigem verificações adicionais a serem realizadas", apontou a marca em comunicado. Carlos Ghosn permanece preso desde 19 de novembro, acusado de cometer fraudes fiscais, quebra de confiança e uso indevido de bens da Nissan, além de recebimento ilegal na Mitsubishi. O executivo já havia sido demitido da presidência do conselho das marcas Nissan e Mitsubishi, mas só em janeiro deste ano renunciou à presidência da Renault, que havia decidido por mantê-lo no cargo. Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1 Initial plugin text VIA: G1 > Auto Esporte
