Renault suspeita que Ghosn cometeu irregularidades no Oriente Médio, diz jornal
02/04/2019 às 14:00 Vista: 396 Vez(es)
Montadora comunicou à Justiça francesa desconfiança de problemas na contabilidade de milhões de euros pagos a uma distribuidora de carros de Omã. Empresário nega. Carlos Ghosn é fotografado em um carro ao deixar o escritório de seu advogado, depois de sair da prisão no Japão Issei Kato/Reuters O grupo Renault comunicou à Justiça francesa novas suspeitas de irregularidades do seu ex-presidente, Carlos Ghosn, por transferências milionárias a um dos seus distribuidores no Oriente Médio. Isso acontece semanas depois de a montadora entregar um dossiê sobre as despesas do casamento do empresário. A fabricante de automóveis não quis comentar nesta terça-feira (2) as informações publicadas pela imprensa sobre o envio na última sexta-feira (29) dessas novas informações à Procuradoria de Nanterre, nos arredores de Paris. A suspeita recai sobre transferências de vários milhões de euros à Suhail Bahwan Automobiles (SBA), uma empresa de Omã que distribui veículos para Renault e Nissan no país e em outros do Oriente Médio. Esse dinheiro - segundo o jornal "Le Figaro" - aparecia como gratificações por resultados, mas não estava computado às direções de marketing, comercial e às regionais, como deveria, mas diretamente ao centro de custos da presidência da Renault, que dependia do diretor. Esse mecanismo parece similar ao que a Nissan já tinha descoberto e pelo qual foram transferidos US$ 32 milhões à SBA, segundo a imprensa japonesa, que apontou que esse dinheiro foi utilizado para a aquisição de um iate para Ghosn. Empresário nega irregularidades Um porta-voz do empresário ressaltou que "nenhuma quantia entregue pela Renault a distribuidores de Omã foi desviada dos seus objetivos comerciais e que, em hipótese alguma, esses pagamentos beneficiaram Carlos Ghosn e sua família". O "Le Figaro" especificou que a Renault também não fala diretamente de desvio nos documentos enviados à Procuradoria, mas considera que há elementos suficientes para que a questão seja examinada pela Justiça. O grupo francês iniciou uma comissão de investigação interna em novembro, dias depois da prisão de Ghosn em Tóquio, e no início de março comunicou à Justiça suas suspeitas sobre despesas do casamento do seu ex-presidente, realizado no Palácio de Versalhes em outubro de 2016. VIA: G1 > Auto Esporte
