Romance premiado em concurso literário, da escritora Renata Escarião, será lançado na cidade de Patos

Romance premiado em concurso literário, da escritora Renata Escarião, será lançado na cidade de Patos

31/10/2018 às 09:00 Vista: 182 Vez(es)

Sandálias Vermelhas foi contemplado no Prêmio José Américo de Almeida e

publicado em 2017

 

“Vocação gera desejos e desejos nos movem”. A vocação que a escritora e jornalista paraibana Renata Escarião carrega em si a conduziu, desde cedo, pelos caminhos das letras, motivando não apenas suas escolhas, como sua trajetória pessoal e acadêmica. Sandálias Vermelhas, seu romance de estreia – e de onde foi extraída a frase que abre este texto – será lançado no próximo dia 06 de novembro, às 19h, no auditório do Colégio Geo, em Patos. O livro foi contemplado no Prêmio José Américo de Almeida, promovido pela Fundação Espaço Cultural (Funesc) em 2014 e publicado em 2017.

A visita a Patos, terra natal da escritora, acontece durante o lançamento da Coletânea de Poesia com produções dos alunos organizada pela escola onde Escarião estudou do ensino infantil ao médio. “Para mim é uma honra, até porque tive poemas publicados na primeira Coletânea, publicada em 2001. Foram naquelas salas de aula, pátios e corredores que nasceram os primeiros escritos e onde recebi incentivo de professoras queridas. É um momento simbólico e emocionante, e acima de tudo de agradecimento a minha mãe, Rita, cujo esforço e sacrifício garantiu minha formação, como bolsista, na melhor escola da cidade”, afirma Renata.  

 ‘Sandálias Vermelhas’ é narrado em primeira pessoa por Alice, uma jovem de “trinta e poucos anos”, que tem sua trajetória marcada por um episódio que a faz refletir sobre o amor, o passado e suas escolhas ao longo da vida. De forte teor psicológico, leva o leitor a passear – de forma muita à vontade – pela casa, pelo passado, pelos amores e pela rotina da personagem principal, fazendo com que ele próprio reflita sobre a vida ao tempo em que lê as ponderadas e sábias reflexões da protagonista.

Natural de Patos, sertão da Paraíba, Renata Escarião é formada em Jornalismo pela UFPB, mestre em Comunicação e atualmente cursa Doutorado em Literatura pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e gerencia a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação do Estado. Para ela, escrever é algo natural e espontâneo. Vocação despertada desde os nove anos e que, com o passar dos tempos, aprimorou-se, resultando em Sandálias Vermelhas.

“Sempre escrevi mais em prosa como forma de expressar sentimentos. Nunca me vi como escritora, apesar de nunca ter parado de escrever. Ser uma das contempladas no Prêmio José Américo de Almeida, da Funesc, com este romance que está sendo lançado agora, foi o que me fez despertar para o fato de que minhas palavras talvez fossem mais do que eu julgava. De todo modo, considerando quase três anos de espera pela publicação, só me senti de fato escritora quando abri a caixa e segurei o primeiro exemplar impresso com meu nome na capa”.

Seu romance de estreia mostra, definitivamente, que suas palavras são bem mais. Impossível passar incólume e não se identificar, em algum momento, com os anseios, angústias, esperanças e dúvidas de Alice. A narrativa de Renata conduz o leitor a refletir sobre a finitude da vida, sobre o amor, sobre o peso do passado e sobre a importância – e necessidade – de recomeçar. Mais. Traz à tona a força que um amor – antigo ou novo – pode ou não ter para deixar para trás as dores causadas pelo passado. “Através do amor muitas coisas se realizam”, pensa Alice em determinada passagem.

Apesar de metódica, Renata revela que a história de Alice nasceu de forma espontânea, “fora do padrão”. O romance é o primeiro texto ficcional da autora, que sempre explorara nuances mais pessoais aos seus escritos, compilados no blog Enladeirada, mantido por ela. O espaço, aliás, foi o início e a inspiração maior para dar vida e palavras aos sentimentos e anseios da dona das Sandálias Vermelha.

“Esse romance seguiu a mesma linha dos demais escritos, foi espontâneo. A história e os personagens foram aparecendo página a página”, revela Renata, deixando no ar se Alice foi inspirada em sua própria trajetória: “Qual na literatura o limite entre a biografia e ficção? Há imparcialidade no jornalismo? Quanto de nós é colocado em um texto, propositalmente ou não? Não há como dar uma resposta precisa. Convivamos com o mistério”.

Para Alice, assim como para Renata (ou seria vice e versa?), “escrever é seu jeito de dar um pouco de poesia aos dias”. Sandálias Vermelhas reúne, em uma narrativa envolvente, sensível e emocionante, versos da experiência da personagem principal, que confundem-se com os versos diários de qualquer mulher de “trinta e poucos anos”.

Se Alice “Queria comer o mundo” e “colecionava desconhecidos”, Renata, com certeza, degusta de uma coleção de histórias que só ela sabe traduzir, conquistando o mundo e o cenário literário com sua sensibilidade traduzida em romances como Sandálias Vermelhas.

 

 

ASCOM

VIA: Patos Online

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