Sindicato recusa redução de piso salarial na fábrica da GM de São Caetano, no ABC Paulista
30/01/2019 às 14:30 Vista: 193 Vez(es)
Montadora apresentou plano para reestruturação após alegar prejuízos. Sindicato diz que possui acordo vigente até 2020 e não pretende negociar antes do prazo. Fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul, SP Divulgação O Sindicato dos Metalúrgicos descartou medidas propostas pela General Motors para a fábrica da Chevrolet instalada em São Caetano do Sul, no ABC paulista. A empresa mostrou plano de 22 itens para os trabalhadores, entre eles, a redução do piso salarial e o fim da estabilidade para acidentados no trabalho. De acordo com Aparecido Inácio da Silva, presidente do sindicato, as propostas apresentadas pela GM interferem no acordo vigente até 2020 entre a entidade e os trabalhadores. Após o término do prazo, o sindicato poderá negociar com a fabricante alguns dos pontos. "A ideia é não discutir nada do que já está valendo. Foi uma decisão do sindicato", disse Inácio da Silva. De acordo com o líder sindical, as propostas não foram levadas a uma assembleia. Entre as medidas estão o fim da estabilidade de emprego de acidentados em razão de trabalho, o fim do fretado, jornada intermitente, terceirização de setores, 44 horas de trabalho semanais e a redução do piso salarial de R$ 1.700 para R$ 1.600 em novas admissões. O plano da GM para São Caetano é similar ao apresentado para os trabalhadores da fábrica de São José dos Campos. No entanto, 28 itens são solicitados para a reestruturação em São José, contra 22 no ABC Paulista. A diferença ocorre porque alguns pontos já foram contemplados em negociações passadas na fábrica de São Caetano do Sul, como é o caso a flexibilidade da jornada de trabalho por banco de horas e a regulamentação da suspensão de contrato de trabalho por lay-off. 'Momento crítico' no Brasil As propostas de reestruturação na GM começaram após o presidente da montadora no Mercosul, Carlos Zarlenga, alertar trabalhadores do Brasil sobre o que considera um "momento crítico", alegando perdas seguidas. O declaração foi recebida com surpresa pelo fato de a Chevrolet ser a líder de vendas no país e ter o carro mais vendido, o Chevrolet Onix. Apesar do tom do anúncio da empresa no Brasil, o marca negou saída do país. A fabricante passa por cortes e todo o mundo e disse que vai fechar fábricas e demitir trabalhadores na América do Norte. GM negocia redução de piso salarial e terceirização em plano de reestruturação em São José Anúncio de medidas para superar crise preocupa funcionários da GM em Gravataí VIA: G1 > Auto Esporte
