Efeito China: mais da metade dos carros importados pelo Brasil já vem do país asiático, diz a Anfavea
08/09/2026 às 13:00 Vista: 2 Vez(es)
Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou 406,7 mil veículos, volume 29,8% maior que no mesmo período de 2025. Mais da metade veio da China. E outras quatro marcas chinesas já confirmaram a chegada ao mercado brasileiro. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento também mostra que a produção de veículos no Brasil chegou a 271,2 mil unidades em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com julho, a produção cresceu 6,8%. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 9,4%. De janeiro a agosto, as montadoras produziram quase 1,9 milhão de veículos no Brasil, 8,5% a mais que no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, a Anfavea afirma que cerca de dois terços do aumento da produção neste ano vieram de modelos montados em CKD e SKD. Nesses sistemas, os veículos chegam ao Brasil desmontados ou parcialmente desmontados e são montados no país. Esse modelo de produção tem sido adotado pelas novas montadoras chinesas por aqui. A entidade já havia alertado que esse modelo de produção, que exige menos mão de obra na montagem, poderia ganhar espaço no Brasil após o governo ampliar os incentivos. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Exportações ainda em baixa Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis As exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, alta de 2,2% em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, porém, houve queda de 31,7%. De janeiro a agosto, as exportações recuaram 22,9%, principalmente pela redução das vendas para a Argentina. No mercado interno, os emplacamentos chegaram a 275,1 mil veículos em agosto. O número ficou 1,6% abaixo do registrado em julho, que teve mais dias úteis, mas foi 22,1% maior que o de agosto do ano passado. Entre janeiro e agosto, foram licenciados 1,975 milhão de veículos, alta de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada nos primeiros dias de setembro, cerca de um mês antes do observado em 2025. Os veículos eletrificados responderam por 24,4% das vendas em agosto, participação recorde. Apenas os modelos totalmente elétricos somaram 25,9 mil unidades no mês. De janeiro a agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil emplacamentos, alta de 125,8%. Segundo a Anfavea, os modelos produzidos no Brasil representam 39% dos eletrificados vendidos no país. Entre os programas voltados ao setor, a Anfavea destaca o Carro Sustentável. Desde o lançamento do programa, em julho de 2024, as vendas dos modelos contemplados cresceram 27,2%. No segmento de caminhões, o programa Move Brasil ajudou a amenizar a queda nas vendas ao longo do ano. Até agosto, foram emplacados 70,7 mil caminhões e 14,5 mil ônibus. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD VIA: g1 > Carros
